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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Formatura 2014

By HOMAGO   Postado em  03:41   Terceirão Nenhum comentário
Na sexta-feira (13/12) aconteceu a formatura dos nossos alunos do 3º ano do Ensino Médio.
Desejamos à todos muita sorte nessa nova fase de sua vida.

Confira algumas fotos:


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

NOTA DIVULGADA PELO MEC, SOBRE BOATO DE CANCELAMENTO

By HOMAGO   Postado em  10:10   Terceirão Nenhum comentário


"É totalmente improcedente e falsa essa ilação. Trata-se de mais uma tentativa de gerar um clima de insegurança, como ocorreu em outras oportunidades. O sigilo do gabarito está totalmente preservado e só será divulgado após a realização do exame, conforme prevê o edital. O caso foi encaminhado para a Polícia Federal para averiguação, podendo o responsável ser enquadrado no artigo 311 A do Código Penal."

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Saiba o que levar para a prova do Enem

By HOMAGO   Postado em  03:02   Terceirão Nenhum comentário

DIA DO ENEM

Chegou o dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Você estudou durante todo o ano letivo. Já acordou cedo e se programou para chegar ao local de prova com uma hora de antecedência. Mas isso não é tudo. É fundamental não esquecer de levar alguns itens para a prova e lembrar-se de deixar outros em casa. 
Para fazer a prova, leve somente caneta esferográfica preta de corpo transparente. É recomendável levar mais de uma, por precaução. Lápis, lapiseiras, borrachas, relógios, óculos escuros, bonés, chapéus e similares não são permitidos. É aconselhável levar o cartão de confirmação impresso nos dias de prova. 
A apresentação de documento de identidade original com foto é obrigatória. RG, passaporte, carteira de trabalho, Carteira Nacional de Habilitação com foto, Certificado de Dispensa de Incorporação e Certificado de Reservista são considerados válidos para apresentação, segundo o edital do exame.  
Lápis não são permitidos na prova do Enem (Foto: Wikimedia Commons)Lápis não são permitidos na prova do Enem (Foto: Wikimedia Commons)
Alimentos e água podem ser levados nos dias de prova. Recomenda-se levar alimentos de fácil manuseio, como biscoitos e barras de cereal. Não é bom exagerar na quantidade, já que o excesso pode fazer com que você se desconcentre, por exemplo, pensando na próxima ida ao banheiro.  
Documentos originais sem foto ou com validade expirada, crachás, carteirinhas de estudante e cópias de documentos, mesmo que autenticadas, não serão permitidos. Em caso de perda, furto ou roubo dos documentos, será obrigatória a apresentação do boletim de ocorrência, emitido no prazo máximo de 90 dias antes da realização do Enem. 
Aparelhos eletrônicos, como celulares, tablets e radiotransmissores também não serão permitidos, assim como livros e anotações. Estes itens serão lacrados pelo fiscal num porta-objetos, que deverá ficar guardado sob a cadeira até o fim da prova. É aconselhável deixá-los em casa. 

REGRAS


O que levar   O que não levar
 Documento de identidade original com foto Documentos de identidade originais sem foto, como título de eleitor
 Caneta esferográfica preta de corpo transparente Celulares e quaisquer aparelhos eletrônicos; relógios
 Cartão de confirmação impresso Bonés, chapéus e similares
 Alimentos e água Livros e anotações

Alimentação antes e durante o ENEM

By HOMAGO   Postado em  02:59   Terceirão Nenhum comentário

ALIMENTAÇÃO BALANCEADA

Estudantes fazem prova do Enem (Foto: José Cruz/ABr)Estudantes fazem prova do Enem (Foto: José Cruz/ABr)
Para aguentar dois dias seguidos de prova e manter a concentração durante algumas horas, o candidato precisa estar preparado. Além do estudo, o estudante deve ficar atento à alimentação. O nervosismo pode acabar levando a pessoa a comer demais ou comer de menos, prejudicando o desempenho no exame. É importante investir em alimentos que dão energia por mais tempo, garantindo a concentração. 
Nos dias que antecedem o Exame Nacional do Ensino Médio, não consuma alimentos que estão fora da sua dieta normal. O organismo deve estar acostumado, por isso, é bom adotar uma alimentação adequada também durante a preparação para as provas.  
Nada de exagerar nos estimulantes e energéticos para passar a noite estudando, uma boa noite de sono também é importante para o estudo. O melhor é beber muito líquido, principalmente água, água de coco e suco de frutas, e evitar alimentos gordurosos. 

DIA DA PROVA

No dia da prova, escolha produtos fáceis de consumir e evite aqueles que fazem barulho ou sujeira, para não atrapalhar os outros candidatos. O chocolate é um dos itens preferidos dos candidatos e ajuda a combater a ansiedade, é uma boa escolha. Leve também uma garrafinha de água, é importante manter a hidratação. 
Se você está se preparando para o Enem, saiba que o carboidrato é uma boa fonte de energia, as versões integrais são ainda melhores. Lembre-se que é importante se habituar ao horário. Para quem costuma dormir à tarde, o horário do exame pode ser um fator negativo e prejudicar o desempenho. É bom tentar estudar no horário em que as provas são realizadas, garantindo que você vai aguentar o tempo de prova e vai manter a concentração.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

A Redação do ENEM 2013- Guia do Participante

By HOMAGO   Postado em  06:29   Terceirão Nenhum comentário
No link abaixo você pode fazer o download do Guia do Participante ENEM 2013

http://download.inep.gov.br/educacao_basica/enem/guia_participante/2013/guia_participante_redacao_enem_2013.pdf

Enem 2013: cinco temas de redação que podem aparecer na prova

By HOMAGO   Postado em  06:28   Terceirão Nenhum comentário

Sustentabilidade, manifestações e energia são apostas de professores

O tema da redação do Enem tem grande capacidade de mexer com a imaginação e a curiosidade dos brasileiros. Por ser a única prova em que os candidatos podem alcançar nota máxima, a redação deixa candidatos e professores extremamente apreensivos na reta final da preparação para o Enem. O Educação ouviu professores de redação que deram cinco palpites de temas que podem aparecer no exame.
Para salcançar uma bao nota na redação do Enem, é preciso usar a criatividade e fugir do lugar comum (Foto: José Cruz/ABr)Para alcançar uma boa nota na redação do Enem, é preciso usar a criatividade e fugir do lugar comum (Foto: José Cruz/ABr)
Sustentabilidade
Braulio Fernandes, professor do Colégio Qi, acredita que a sustentabilidade pode ser utilizada como tema. “Para este assunto, as propostas de solução devem envolver a responsabilidade dos consumidores sobre a degradação do meio-ambiente”. O professor de redação Paulo Sergio Pedrosa concorda com Bráulio quanto ao tema. Para ele, a conscientização da população sobre as questões ambientais pode ser cobrada na prova. “Temas como reciclagem e conscientização do consumidor são plausíveis com o Enem”.
Energia
A questão energética também pode aparecer na prova. Os impactos ambientais e sociais gerados pela atual composição da matriz energética brasileira são apostas do professor Paulo Sergio. “Alternativas às fontes atuais de energia têm grandes chances de estar presentes na prova”, afirma.
Manifestações
Depois de se estabelecerem como marco na história política do país, as manifestações de junho podem surgir como tema de redação. Para Braulio, o engajamento dos jovens na luta por mudanças na cena política brasileira pode aparecer na avaliação.

Mobilidade urbana
“A juventude assumiu um protagonismo como não se via há décadas. Organizaram-se através das redes sociais. O virtual levou ao real, assim como aconteceu na Primavera Árabe. Essa pluralidade de assuntos que se relacionam às manifestações tornam o tema um bom palpite para o exame”, reflete Braulio.
A mobilidade urbana, que voltou à tona com toda a força durante as manifestações de junho, requer complexas soluções de candidatos na redação do Enem. O professor Braulio explica: “Os candidatos precisam mostrar como o tema afeta a vida da população, propondo soluções amigáveis do ponto de vista ambiental e econômico”. 
Mulher na sociedade atual
A mudança do papel da mulher na sociedade é outra aposta para o tema da redação. Depois de conquistarem o direito a voto em 1932, as mulheres atualmente ocupam a Presidência da República e são maioria no eleitorado brasileiro, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral. Ao abordar o tema, o candidato deve fugir dos clichês, como o sexo frágil, por exemplo. “Uma boa solução é falar dos direitos que a mulher tinha no século passado e os que têm hoje, abordando os problemas que ainda persistem. Violência doméstica e disparidade salarial entre homens e mulheres são boas saídas”, conclui o professor Paulo Sérgio.

Fonte: Globo.com

Redação do Enem: dez erros que podem diminuir a nota dos candidatos

By HOMAGO   Postado em  06:06   Terceirão Nenhum comentário

Especialistas em língua portuguesa dão dicas para que os alunos evitem penalidades


Candidato deve ficar atento aos erros mais comuns (Foto: Wikimedia Commons)Candidato deve ficar atento aos erros mais comuns (Foto: Wikimedia Commons)
Faltam apenas cinco dias para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Na sua preparação, será que você parou para ver os erros mais comuns na redação da prova? Pode não parecer, mas tropeços na construção de frases e em estratégias de argumentação não passam em branco pelos corretores. É bom ficar atento para evitar esses erros e garantir uma boa nota, afinal, a redação vale mil pontos, ou seja, representa 20% da nota final.

A avaliação da redação do Enem segue uma matriz de referência composta por cinco competências, segundo o Guia do Participante. A primeira competência é o respeito à norma culta da língua. Segundo Isabel Veja, professora de língua portuguesa do Colégio Pedro II, pontuação, regência e concordância são os itens em que os candidatos mais falham.

“Uma boa dica é não cometer o erro de pontuação separando sujeito e verbo por vírgulas. Outra boa dica, de concordância, é evitar colocar o sujeito depois do verbo. Erros de crase costumam aparecer em textos de alunos. Muitos são evitados quando os estudantes lembram que verbos não são antecedidos por crase”, explica Isabel. 
Enem 2013 (Foto: Wikimedia Commons)Redação exige que o candidato elabore propostas de solução (Foto: Wikimedia Commons)
Professora de língua portuguesa do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), Dilza Magioli chama a atenção dos candidatos para tempos e modos verbais. O mau uso deles compromete a argumentação – item chave da redação –, por prejudicar a construção das frases e o seu sentido. Dilza também lembra que o uso da linguagem coloquial não é permitido na prova do Enem. “Expressões da internet e gírias devem ser evitadas”, esclarece.
“Compreender a proposta de redação” é a segunda competência do exame que os participantes devem cumprir, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). De acordo com Isabel, para se ter êxito nesta habilidade é importante ler o tema com calma e fazer um recorte, procurando uma linha de raciocínio a seguir. Para ela, essa é a melhor forma de evitar penalidades na hora da correção. 
“Fica mais fácil selecionar argumentos para o texto, que deve ser fundamentado com estatísticas e referências. Causas e consequências da situação proposta pelo Enem não podem ser deixadas de lado”, explica Isabel. 
A professora Dilza reforça que o candidato deve ter a capacidade de propor ideias para resolver os problemas apresentados pela redação: “O Enem espera que o aluno proponha soluções viáveis”, afirma. De acordo com a professora, os candidatos não podem elaborar uma solução vaga, difícil de ser alcançada. Para isso, é importante deixar claros os caminhos que levarão à solução proposta, sempre respeitando os direitos humanos. Dilza é complementada por Isabel, que estabelece três perguntas a serem respondidas pelos participantes na hora de elaborar a proposta de solução. São elas:
- O que fazer para mudar a situação?
- Quem vai colocar a solução em prática?
- Como colocar a solução em prática?
Guia do Participante com critérios de avaliação da redação (Foto: Valter Campanato/ABr)Ministro da Educação, Aloízio Mercadante, apresenta o Guia do Participante em coletiva de imprensa (Foto: Valter Campanato/ABr)
Por falta de planejamento, muitos candidatos se perdem na hora de argumentar ou de propor soluções. Com isso, acabam ultrapassando o limite de trinta linhas e muitas vezes não atendem a uma ou mais competências da prova de redação. Dilza revela que criar um “esqueleto” antes de escrever o texto pode evitar o problema.
“Na folha de rascunho ou em uma página em branco do caderno de questões, o candidato pode listar o seu ponto de vista e argumentos que o sustentem. Na lista também deve constar uma proposta de solução e ideias para a conclusão – que deve ir de encontro ao ponto de vista”, finaliza.

Dez erros que podem diminuir sua nota na redação do Enem
Separar sujeito e verbo por vírgulas;
Colocar crase antes de verbos;
Usar gírias e expressões da internet;
Ler o tema da redação com pressa;
Fugir da proposta de redação;
Estabelecer um ponto de vista vago;
Não colocar causas e consequências da situação proposta pela prova;
Não separar os argumentos que vão construir o texto;
Propor soluções inviáveis, difíceis de serem concretizadas;
Desrespeitar os direitos humanos

Fonte: http://educacao.globo.com/artigo/redacao-do-enem-dez-erros-que-costumam-diminuir-nota-dos-candidatos.html

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

VII Feira Regional de Ciências e Tecnologia e VI Mostra de Artes

By HOMAGO   Postado em  05:04   Terceirão 1 comment
Profª Caren Mafra e aluna Caroline Dal Santo - 2º lugar na Mostra Regional de Artes



Alunos com profº Adair Keske na VII Feira Regional de
Ciências e Tecnologia
Nossa escola participou neste dia 11 de setembro da VII FEIRA REGIONAL DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA E VI MOSTRA REGIONAL DE ARTES, sediada na E.E.F. ALMIRANTE TAMANDARÉ, na cidade de Guaramirim. Participamos com três trabalhos:
Os alunos do 6º ano 01, Brenda Aldrovandi Gaio, Dalton Victor Iargas, Larissa Luana Junckes e Mateus Ramos Pedrelli, orientados pelo professor Adair, apresentaram o PROJETO HORTA SUSPENSA E SUSTENTÁVEL.
Outros dois trabalhos expostos retratam as obras do artista plástico catarinense Willy Zumblick.
A aluna Gabriele Bilck, orientada pela professora Lucinha, retratou ... e a aluna Caroline Dal Santo do 3º ano 01 (Ensino Médio), orientada pela professora Caren, retratou ... sendo esta classificada em 2º lugar.

Parabéns aos alunos e professores.





quinta-feira, 27 de junho de 2013

Pop Art - Conteúdo de Artes - 3º ano

By HOMAGO   Postado em  03:33   Terceirão Nenhum comentário
Pop Art

Os artistas utilizavam temas da vida urbana. Reproduziam imagens e objetos do cotidiano copiados dos meios de comunicação de massa. Os temas eram imagens selecionadas de um produto da arte comercial.
A maioria das imagens utilizadas não chegaram ao artista em primeira mão, mas através dos meios de comunicação.
A Pop Art não considerava a civilização atual algo a ser combatido, mas considerava a cultura comercial sua matéria-prima, uma fonte inesgotável de material. Sua intenção não é a critica da sociedade de consumo, mas a apropriação dessas imagens e símbolos.

YAYOI KUSAMA

Yayoi nasceu em 22 de março de 1929 é considerada uma das grandes artistas pop japonesas que tem uma história de vida incrível, cheia de altos e baixos, mas que nem de longe, ofusca sua bela arte contemporânea, conhecida como Polka Dot.

Seu trabalho é uma mistura de diversas artes como, colagens, pinturas, esculturas, arte performática e instalações ambientais, onde é visível uma característica que se tornou a marca da artista: A obsessão por pontos e bolas.
Devido à esquizofrenia, que a fazia ter uma percepção e uma visão diferente da realidade em que vivia. Segundo ela mesma conta, ela sempre foi atormentada por visões distorcidas, que a faziam enxergar bolas e pontos.

Como forma de ‘fuga da realidade e desabafo para mostrar as pessoas como era o mundo que ela enxerga, ela passou a se expressar no papel usando guache, as bolinhas ou pontos do infinito, como ela também costuma chamar.

Em 1973, Kusama, resolveu retornar ao Japão por problemas de saúde. Seu transtorno obsessivo tinha se agravado, e assim se internou em um Hospital Psiquiátrico e lá vive até hoje por vontade própria, apesar de usar seu apartamento há poucos minutos do Hospital como ateliê para sua mente inquieta e sem limites.
Suas obras, que já chegam a milhares, podem ser vistas não só em museus no Japão e Nova Iorque como em várias partes do mundo, como Venezuela, Singapura, Espanha e até no Brasil.

Romero Britto

Romero Britto nasceu no Recife, no dia 6 de outubro de 1963. Começou seu interesse pelas artes na infância, quando usava sucatas e papelões de jornal para exercitar a sua criatividade. Eram tempos de pobreza e muitas limitações na cidade do Recife.
Suas obras são alegres coloridas. Romero Britto misturam traços infantis quase geométricos. Sua obra vem sendo usada  em embalagens, na moda e até em carros.
Ele produz pinturas explorando formas geométricas ou figuras de sua preferência, como corações ou animais, sempre com cores vivíssimas. Faz sucesso justamente porque sua obra dá vida a qualquer espaço ou objeto.
         O Romero Brito fala porque ele escolheu pintar obras alegres:

Meu trabalho, por ser dinâmico e alegre, promove a esperança, o positivismo e a vontade de viver. Acredito que cada um de nós tem uma missão. A minha é oferecer parte do meu tempo e da minha arte para arrecadar fundos para obras beneficentes. Me identifico com os necessitados. Jamais vou esquecer o que é ser pobre e isso é o que faz com que seja tão importante para mim; ter meu trabalho acessível a todas as pessoas. Para mim, a arte pode refletir a celebração das coisas boas e simples da vida. Isto é o mais importante
( ROMERO BRITO, 2011).



quarta-feira, 5 de junho de 2013

Processo de Socialização - Sociologia 3º ano

By HOMAGO   Postado em  03:58   Terceirão 1 comment
Matéria disponibilizada pelo profº Lauri para os 3ºs anos.




segunda-feira, 27 de maio de 2013

Religião e Humanidade - Conteúdo de Sociologia para os 3º anos

By HOMAGO   Postado em  10:28   Terceirão Nenhum comentário
1. Religião e Humanidade


A religião é um fenômeno social, um conjunto de símbolos e rituais realizados coletivamente. Neste sentido, ela se relaciona intrinsecamente com a sociedade, sendo nela praticada das mais diversas maneiras. É o elemento central da experiência humana e existe em todas as sociedades conhecidas. Traços de rituais e símbolos religiosos já se evidenciam desde o tempo das sociedades antigas das quais temos conhecimento apenas através de vestígios arqueológicos. A religião influencia de diversas maneiras a forma pela qual vemos o mundo e reagimos ao meio que nos rodeia. Gertz afirma que a religião é sociologicamente interessante não porque descreve a ordem social, mas porque a modela.
Junito Brandão, em seu livro Mitologia grega, define a religião como um conjunto de atitudes e atos por meio dos quais o homem se liga ao divino ou manifesta sua dependência em relação a seres invisíveis tidos como sobrenaturais. Do verbo latino religare, religião significa o ato ou ação de ligar. Por isso, podemos afirmar que religião é a instituição social que faz com o ser humano se sinta ligado ou relacionado com algo ou alguém que o transcende. E isto faz parte da essência humana, em que a transcendência consiste nesta dimensão de buscar ultrapassar a materialidade corpórea e dar significado ao seu existir fora da dimensão material. O ser humano é formado de quatro dimensões fundamentais que se interrelacionam e se interligam: a imanência que o faz perceber como elemento integrante do mundo a sua volta, a transcendência que faz buscar algo superior ao seu eu, a identidade que o faz se perceber como sujeito e a alteridade que faz sua relação com os outros eus.
Se a linguagem é a característica fundamental da espécie humana, a linguagem pictórica encontrada em cavernas e paredões rochosos (pinturas rupestres) são os sinais mais evidentes de que a religião foi a forma encontrada por primeiro dos seres humanos emitirem sinais de suas manifestações religiosas, pois estas pinturas são claramente uma simbologia religiosa, ainda que mítica e misteriosa ou na tentativa de pressionar o meio em relação ao contexto vivenciada por estas sociedades. “O humano, em sua capacidade cognitiva e simbólica, seria impensável sem a forma como a religião constituiu a própria humanidade. Ser humano é ser religioso em termos históricos. Neste primeiro conceito, a religião emerge, portanto, como a experiência humana mais antiga, confundindo-se com o próprio tornar-se humano. A religião é a experiência fundamental que constitui a rede de significados mais antiga sobre a condição humana” (MAGALHÃES/PORTELLA, 2011, p. 26).
Uma coisa é negar a importância de uma instituição religiosa como igreja, mas não podemos negar a importância histórica e sociológica da religião enquanto dimensão do ser humano.
Enquanto relacionamento com o sobrenatural ou com o transcendente, podemos classificar as religiões como:
- Animista: crença na presença sobrenatural em um ser inanimado, bem como a presença de uma alma em todos os seres, inclusive em astros, animais, podendo muitas vezes confundir-se com animatismo e/ou fetichismo, que consiste na presença do sobrenatural em todas as coisas.
- Politeísmo: crença em vários deuses como os gregos, egípcios, romanos e outros povos da antiguidade ou também como muitas religiões orientais.
-Monoteísmo: crença em um único deus, como no caso do judaísmo, do cristianismo e islamismo.
- Religião sem deus: acredita na existência de forças cósmicas, como no caso do budismo.
As religiões são diferentes, mas têm pontos em comum, sendo que o mais comum entre todas elas é que elas implicam um conjunto de símbolos e rituais que são realizados coletivamente, sendo que esta coletividade é o que difere, segundo Giddens, a religião da magia. Segundo ele, magia corresponde a uma tentativa individual de influenciar os acontecimentos por meio do uso de  poções, cânticos ou práticas rituais; e religião como um conjunto de crenças e práticas rituais às quais os membros de uma comunidade aderem , e que envolvem símbolos ligados à reverência e à admiração.
Para Durkheim, o aspecto coletivo das cerimônias religiosas é um fator que não são diferencia a religião da magia, mas mantém acesa a chama da fé, e segundo ele, as crenças permanecem se partilhadas, pois assim elas nascem e são adquiridas. Para ele, aqueles que verdadeiramente têm fé saem do isolamento e se aproximam dos outros para convencê-los, e a força de suas convicções mantém sua fé, pois sozinha ela se enfraqueceria.
Por constituir um fenômeno socialmente condicionado, a religião pode ser considerada historicamente transitória, no sentido de que ela sofreu e sofre as influências e transformações do tempo e lugar na sociedade em se insere, mesmo se tratando de uma mesma religião, pois a sua prática se configura de uma forma coletiva, mas também com as influências da sociedade a qual está presente.
A própria vida religiosa é quase, universalmente, uma prática social, em que a solidariedade mística tem um papel central, detendo grande diversidade de símbolos para se exteriorizar e desenvolver. Por exemplo, a constituição de comunidades humanas geograficamente identificáveis que são ao mesmo tempo comunidades espirituais; as cerimônias que apelam à participação dos assistentes, como as oferendas, comunhões físicas; outras cerimônias como os ritos de iniciação, as cerimônias do casamento, os ritos fúnebres, etc. Se a religião é dotada de símbolos diversos, é porque faz referência a um universo invisível, inacessível diretamente, devendo,  portanto seguir a vida simbólica para manterem o homem em contacto com esse universo. Ora, a sociedade apresenta as mesmas características: transcende cada pessoa, requer a solidariedade de comunidades vastas, complexas ou mesmo dificilmente perceptíveis, obriga a relação entre grupos, coletividade e massas, etc. A sociedade e a sua complexa organização, não poderiam existir e perpetuar-se, tal como a religião, sem o contributo multiforme do simbolismo, tanto pela participação ou identificação que ele favorece como pela comunicação de que é instrumento.



2. As diferentes religiões do mundo atual


O mundo atual é caracterizado por um crescente número de igrejas e seitas, cabendo aqui, fazer a diferenciação entre seita, igreja e religião.
- Religião como sendo um conjunto de doutrinas, crenças e práticas religiosas caracterizada pelo universalismo, pela fé em função de uma pregação mais baseada em princípios doutrinários, geralmente provenientes de uma iluminação ou revelação, como por exemplo, o judaísmo, o budismo, o cristianismo, etc.
- Igreja: é a institucionalização da religião a partir da proposição de um conjunto de regras e valores morais e éticos, baseados em práticas rituais e litúrgicas.
- Seita: grupo formado a partir da divisão de uma igreja ou religião por princípios doutrinários ou conflitos pessoais.
A religião mais antiga é o hinduísmo com origem na Índia, há cerca de 6.000 anos. É uma religião politeísta, têm variações de cultos, práticas religiosas. Aceitam a doutrina da re-encarnação (eterno processo de nascimento, morte e renascimento). Dá base ao sistema de castas da Índia ao apresentar que as pessoas nascem numa determinada posição social por causa da natureza de suas atividades em vida anterior.
Budismo: religião criada a partir do príncipe Sidharta Gautama, rejeita os rituais hindus e o sistema de castas. Crê no processo da re-encarnação como uma purificação, mas os seres humanos podem escapar deste processo e do sofrimento por meio da renúncia ao desejo. No Brasil, o budismo foi introduzido por imigrantes japoneses.
Hoje, o mundo ocidental é marcado pela presença de três grandes religiões monoteístas: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo, religião que nasceram da experiência religiosa de um povo que teve sua origem a partir de Abraão, considerado o “pai da fé” destes povos. 
Dentro do que se define como religião pode-se encontrar muitas crenças e filosofias diferentes. As diversas religiões do mundo são de fato muito diferentes entre si. Porém ainda assim é possível estabelecer uma característica em comum entre todas elas. É facto que toda religião possui um sistema de crenças no sobrenatural, geralmente envolvendo divindades, deuses e demónios. As religiões costumam também possuir relatos sobre a origem do Universo, da Terra e do Homem, e o que acontece após a morte. A maior parte crê na vida após a morte.
Algumas religiões não consideram deidades, e podem ser consideradas como ateístas (apesar do ateísmo não ser uma religião, ele pode ser uma característica de uma religião). É o caso do budismo, do confucionismo e do taoísmo. Recentemente surgiram movimentos especificamente voltados para uma prática religiosa (ou similar) da parte de deístas, agnósticos e ateus - como exemplo podem ser citados o Humanismo Laico e o Unitário-Universalismo. Outros criarão sistemas filosóficos alternativos como August Comte, fundador da Religião da Humanidade.
As religiões que afirmam a existência de deuses podem ser classificadas em dois tipos: monoteísta ou politeísta. As religiões monoteístas (monoteísmo) admitem somente a existência de um único deus, um ser supremo. As religiões politeístas (politeísmo) admitem a existência de mais de um deus.
Atualmente, as religiões monoteístas são dominantes no mundo: judaísmo, cristianismo e Islão juntos agregam mais da metade dos seres humanos e quase a totalidade do mundo ocidental.
A distribuição atual das religiões não corresponde às suas origens, já que algumas perderam força em suas regiões nativas e ganharam participação em outras partes do planeta, um exemplo básico é o cristianismo, que é minoritário no Oriente Médio (onde surgiu) e majoritário em todo o Ocidente e na Oceania (para onde migrou). Há ainda o caso das religiões greco-romanas que dominaram a Europa por séculos mas hoje são religiões mortas, provavelmente sem nenhum seguidor vivo em todo o planeta.
Desde os finais do século XIX, e em particular desde a segunda metade do século XX, o papel da religião, bem como seu número de aderentes, se tem alterado profundamente. Alguns países cuja tradição religiosa esteve historicamente ligada ao cristianismo, em concreto os países da Europa, experimentaram um significativo declínio da religião. Este declínio manifestou-se na diminuição do número de pessoas que frequenta serviços religiosos ou do número de pessoas que desejam abraçar uma vida monástica ou ligada ao sacerdócio. Em contraste, nos Estados Unidos, na América Latina e na África subsaariana, o cristianismo cresce significativamente; para alguns estudiosos estes locais serão num futuro próximo os novos centros desta religião. O islão é atualmente a religião que mais cresce em número de adeptos, que não se circunscrevem ao mundo árabe, mas também ao sudeste asiático, e a comunidades na Europa e no continente americano. O hinduísmo, o budismo e o xintoísmo tem a sua grande área de influência no Extremo Oriente, embora as duas primeiras tradições influenciem cada vez mais a espiritualidade dos habitantes do mundo ocidental. A Índia, onde cerca de 80% da população é hindu, é um dos países mais religiosos do mundo, ficando em segundo lugar após os Estados Unidos. As explicações para o crescimento das religiões nestas regiões incluem a desilusão com as grandes ideologias do século XIX e XX, como o nacionalismo e o socialismo.
Por outro lado, o mundo ocidental é marcado por práticas religiosas sincréticas, ligadas a uma "religião individual" de cada um faz para si e ao surgimento dos chamados "novos movimentos religiosos". Embora nem todos esses movimentos sejam assim tão recentes, o termo é usado para se referir a movimentos neocristãos (Movimento de Jesus), judaico-cristãos (Judeus por Jesus), movimentos de inspiração oriental (Movimento Hare Krishna) e a grupos que apelam ao desenvolvimento do potencial humano através por exemplo de técnicas de meditação (Meditação Transcendental).
Também presente na Europa e nos Estados Unidos da América é aquilo que os investigadores designam como uma "nebulosa místico-esotérica", que apela a práticas como o xamanismo, o tarot, a astrologia, os mistérios e cuja atividades giram em torno da organização de conferências, estágios, revistas e livros. Algumas das características desta nebulosa místico-esotérica são as centralidades do indivíduo que deve percorrer um caminho pessoal de aperfeiçoamento através da utilização de práticas como o ioga, a meditação, a idéia de que todas as religiões podem convergir , o desejo de paz mundial e do surgimento de uma nova era marcada por um nível superior de consciência.


3. O caráter sociológico das religiões


Em diferentes épocas podemos perceber as diferentes formas de se analisar o fenômeno religioso presente em nossas sociedades. Porém, o que não podemos negar é a presença deste fenômeno social que se faz presente na humanidade desde sua origem.
Os estudos sociológicos mostram que diferentes pensadores se propuseram a estudar o fenômeno religioso. Por isso, temos diferentes enfoques, entre os quais podemos descrever desde a negação da importância social da religião até o fato de que a religião sendo vista como fator de agregação e organização da sociedade humana.
O medo do desconhecido e a necessidade de dar sentido ao mundo que a cerca levou o homem a fundar diversos sistemas de Crenças, Cerimônias e Cultos - muitas vezes centrados na figura de um ente supremo - que o ajudam a compreender o significado último de sua própria natureza. Mitos, Superstições ou Ritos Mágicos que as sociedades primitivas teceram em torno de uma existência sobrenatural, inatingível pela razão, equivaleram à crença num ser superior e ao desejo de comunhão com ele, nas primeiras formas de religião. Religião (do latim religio, cognato de religare, "ligar", "apertar", "atar", com referência a laços que unam o homem à divindade) é como o conjunto de relações teóricas e práticas estabelecidas entre os homens e uma potência superior, à qual se rende culto, individual ou coletivo, por seu caráter divino e sagrado.
Assim, religião constitui um corpo organizado de crenças que ultrapassam a realidade da ordem natural e que tem por objeto o sagrado ou sobrenatural, sobre o qual elabora sentimentos, pensamentos e ações. Essa definição abrange tanto as religiões dos povos ditos primitivos quanto às formas mais complexas de organização dos vários sistemas religiosos, embora variem muito os conceitos sobre o conteúdo e a natureza da experiência religiosa. Apesar dessa variedade e da universalidade do fenômeno no tempo e no espaço, as religiões têm como característica comum o reconhecimento do sagrado e a dependência do homem de poderes supramundanos. A observância e a experiência religiosas têm por objetivo prestar tributos e estabelecer formas de submissão a esses poderes, nos quais está implícita a idéia da existência de ser ou seres superiores que criaram e controlam o cosmos e a vida humana.  À medida que o homem passou a organizar sua existência numa base racional, a multiplicidade de poderes divinos e sobre-humanos do primitivo animismo não conseguiu mais satisfazer a necessidade de estabelecer uma relação coerente com as múltiplas forças espirituais que povoavam o universo. Surgiram assim as religiões politeístas, panteístas, deístas e monoteístas, expressões das condições sociais e culturais de cada época e das características dos povos em que surgiram. Toda religião pressupõe algumas crenças básicas, como a sobrevivência depois da morte, mundo sobrenatural etc., ao menos como fundamento dos ritos que pratica. Essas crenças podem ser de tipo Mitológico - relatos simbólicos sobre a origem dos deuses, do mundo ou do próprio povo; ou Dogmático - conceitos transmitidos por revelação da divindade, que dá origem à religião revelada e que são recolhidos nas escrituras sagradas em termos simbólicos, mas também conceituais.
Podemos dizer que a religião surgiu com o próprio ser humano e se constitui em um fator de humanização permanente pela sua capacidade de simbolização. Da mesma forma que a religião passou a grande fonte de sentido da vida humana. Portanto, a religião surgiu como uma forma de resposta a todas as perguntas que o ser humano fazia sobre si mesmo, sobre o mundo que o cerca. Como não encontrava uma resposta concreta para esses questionamentos, percebeu a existência de algo além da sua própria existência e do mundo que o cercava: nasciam assim as diferentes formas de religião, pois a dimensão da religiosidade já faz parte do ser humano, na sua ânsia de superar os seus limites.

Weber e a Religião

Weber concentrou a sua atenção nas religiões ditas mundiais, aquelas que atraíram um grande número de crentes e que afetará, em grande medida, o curso global da história. Teve em atenção a relação entre a religião e as mudanças sociais, acreditava que os movimentos inspirados na religião podiam produzir grandes transformações sociais, dando o exemplo do Protestantismo. Para Weber, as concepções religiosas eram cruciais e originárias das sociedades humanas, pois o homem, como tal, sempre esteve à procura de sentido e de significado para a sua existência; não simplesmente de ajustamento emocional, mas de segurança cognitiva ao enfrentar problemas de sofrimento e morte. Weber mostra que as religiões, ao criar respostas a tais problemas – respostas que se tornam parte da cultura estabelecida e das estruturas institucionais de uma sociedade influem de maneira mais íntima nas atitudes práticas dos homens com relação às várias atividades da vida diária. Com isto, Weber considerava que, ao problema humano do sentido e significação existencial, a religião, de maneira eficaz, oferecia uma resposta final.          Portanto, segundo a teoria de Weber, religião é uma das fontes causadoras de mudanças sociais. Para ele, o processo de racionalização religiosa ou de “desencantamento do mundo” culminou no calvinismo do século XVII e em muitos outros movimentos, chamados por ele de “seitas. A ligação que Weber faz do desenvolvimento do capitalismo com o calvinismo é que se o capitalismo visa o lucro pelo trabalho e seguinte de regras, o calvinismo se apresenta como uma religião que se fundamenta na execução prática de regras morais e sociais bem rígidas.


Durkheim é um autor que estudou a religião em sociedades pequenas, considerando a religião como uma “coisa social”. Para o autor, na questão religiosa há uma preocupação básica que é a diferença entre sagrado e profano. Durkheim é bem explícito ao afirmar que: “o sagrado e o profano foram sempre e por toda a parte concebidos pelo espírito humano como gêneros separados, como dois mundos entre os quais nada há em comum (…) uma vez que a noção de sagrado é no pensamento dos homens, sempre e por toda a parte separada da noção do profano (…) mas o aspecto característico do fenômeno religioso é o fato de que ele pressupõe uma divisão e bipartida do universo conhecido e conhecível em dois gêneros que compreendem tudo o que existe, mas que se excluem radicalmente. As coisas sagradas são aquelas que os interditos protegem e isolam; as coisas profanas, aquelas às quais esses interditos se aplicam e que devem permanecer à distancia das primeiras.” Ou seja, para Durkheim, há uma natural superioridade do sagrado em relação em profano.

A religião em Marx

Partindo do conceito de alienação como algo que faz o ser humano esquecer a realidade em que vive, Marx afirmava que os homens que não compreendem inteiramente sua própria história acabam por criar deuses e forças distintas de si  mesmos, para atribuir às ações dos deuses valores e normas que, na realidade, são criações sociais. A afirmar a religião como “ópio do povo”, considerava que a religião desvirtuaria o homem de seu próprio caminho, fazendo esquecer as injustiças deste mundo, sugerindo atitudes de não resistência à opressão e conformando o ser humano a uma realidade de injustiças. Por outro lado, Marx também pensou a religião como uma enciclopédia popular, em que a religão aparece como uma forma de conhecimento e de explicação da realidade pelas classes populares para dar sentido às coisas, às relações sociais e políticas, como forma de buscar forças para a luta contra a tirania.


O pensamento religioso de Pierre Bourdieu

A Sociologia da religião para Bourdieu é a a Sociologia do campo religioso, enquanto estrutura em que os indivíduos ocupam posições e mantem relações diferenciadas entre estas posições.É a distribuição do capital religioso que determina a posição de cada agente religioso e as suas disposições.
Outro conceito importante trabalho por Bourdieu é o simbolismo religioso, que segundo ele torna-se instrumento de intregração nas relações sociais, mas também como instrumento de dominação da classe dominante. As relações de comunicação são, para Bourdieu, relações de poder determinadas pelo poder material ou simbólico acumulado pelos agentes envolvidos nas relações. Os “sistemas simbólicos” atuam como instrumentos estruturados e estruturantes de comunicação e conhecimento e asseguram a dominação de uma classe sobre outra a partir de instrumentos de imposição da legitimação, “domesticando” os dominados.
Bourdieu propõe, na análise sociológica da religião, a figura do profeta como aquele que rompe coma estrutura social vigente. Portanto, aquele que em situações de crise, aparece  para denunciar uma realidade, enquanto o sacerdote é aquele que serve para manipular o sagrado em favor das classes dominantes. Ser profeta ou sacerdote é uma questão de posição que ocupa nas relações estruturais da sociedade.
A radição sociológica da religião implica que a recepção dos bens religiosos, das mensagens religiosas, varie segundo o habitus dos receptores. Há mais do que interpretação dos bens, reinterpretação. Habitus para Bourdieu é a capacidade de uma determinada estrutura social ser incorporada pelos agentes por meio de disposições para sentir, pensar e agir. Assim, uma religião consegue se expandir ou não conforme for incorporada pela cultura de um determinado povo.

5. Religião e religiosidade popular


As grandes religiões são quase sempre percorridas  por duas correntes religiosas nem conciliáveis: a "oficial" e a "popular".
            A "oficial está ligada à elite dos sacerdotes. Caracteriza-se por uma elevada racionalização das crenças e ritos religiosos, transformando-as num corpo doutrinal muito intelectualizado, depurado de outras tradições religiosas. Apresenta-se quase sempre numa linguagem abstrata e universal. O divino apresenta-se enquadrado numa estrutura teórica muito complexa. Instituição que apresenta um conjunto de doutrinas oficialmente apresentadas e teologicamente defendidas.
A corrente "popular" está ligada à forma como a maioria das pessoas encara a religião: a emoção sobrepõe-se à razão,  O fruto do sincretismo religioso (mistura de diferentes matrizes religiosas). O desvio da norma oficial é por vezes total. Caracteriza-se por uma visão espontânea, emotiva, sincrética e concreta da religião. Esta religiosidade popular é herdeira de tradições ancestrais, podemos encontrar nas mesmas crenças e ritos de antigas religiões há muito desaparecidas. O crente não sente qualquer incoerência em acreditar, por exemplo, no cristianismo e em praticar também rituais de origem pagã. Na religiosidade popular do Brasil podemos encontrar inúmeros exemplos deste sincretismo milenar. 
            Estas manifestações populares de religiosidade atribuem uma grande importância a tudo o que pode ser visto, tocado ou sentido diretamente. O crente procura sentir de forma muito viva o contato com o divino e obter um testemunho concreto deste contato. É por esta razão que nela se apela a tudo o que é de natureza física, como os gestos e se recorre a práticas mágicas, feitiços, exorcismos, sacrifícios, peregrinações, etc. que envolvem de forma marcante quer os crentes quer o sacerdote; usa e abusa-se de objetos de culto como mezinhas, imagens de santos, virgens, estátuas, medalhas, etc , para se obter isto ou aquilo, ou simplesmente para se testemunhar que se esteve neste ou naquele local sagrado. 
            As relações com o divino são quase sempre, neste caso, relações de troca: O crente promete fazer uma oferta (promessa, voto) caso o divino lhe dê o lhe pede. Uma vez recebida a dádiva, o crente vê-se obrigado a efetuar o pagamento.  


As diferentes matrizes religiosas brasileiras

a) Matriz cristã ocidental: presente a partir dos colonizadores europeus, o catolicismo se tornou a principal corrente religiosa do Brasil, durante todo o período colonial e imperial. Com a proclamação da República e separação entre Estado e Igreja, outros credos cristãos passaram a fazer parte da religiosidade do povo brasileiro de forma livre e espontânea.
b) Matriz afro: com a vinda dos africanos como escravos para o Brasil, estes trouxeram consigo suas manifestações religiosas que foram proibidas pela Igreja oficial, mas nem por isso desapareceram. Houve sim, um sincretismo entre elementos afros com elementos católicos, criando uma religiosidade tipicamente brasileira.
c) Matriz ameríndia: os povos nativos do solo brasileiro também contribuíram para a formação da cultura religiosa brasileira com suas crenças marcadas crenças a elementos da natureza, aos antepassados, uso de ervas e plantas medicinais, pajelanças e xamanismo.
d) Orientais: a vida de elementos do continente asiático contribuiu para o enriquecimento da cultura religiosa brasileira, com práticas religiosas e filosóficas em que aparecem elementos unindo fé e razão, práticas espiritualistas, além da busca de uma religiosidade fundamentada na busca do equilíbrio entre corpo e mente e do indivíduo com a natureza.
           
Hoje, de modo especial, a cultura religiosa brasileira é caracterizada por um forte sincretismo e, também, pelo crescimento de seitas e igrejas ligadas ao pentecostalismo (igrejas dissidentes das tradições históricas provenientes dos Estados Unidos) e também um crescimento muito grande do islamismo.

Elementos da religiosidade popular

- valores culturais mais periféricos sem muita integração com o oficial, com isso ganhando uma maior liberdade de ação. Assim, estão mais sujeitos à influência de crenças e valores de outras correntes religiosas.
- caráter mais individual das práticas religiosas e dos valores e crenças.
- Necessidade de uma maior simbologia e algo mais  prático e concreto: devoção aos santos, romarias, imagens, etc.



quarta-feira, 15 de maio de 2013

ENEM 2013

By HOMAGO   Postado em  12:07   Terceirão Nenhum comentário

Já estão abertas as inscrições para o ENEM 2013.
Inscreva-se pelo site http://www.enem.inep.gov.br até as 23h59min do dia 27 de maio.
Alunos concluintes do Ensino Médio (3º ano) das escola públicas são isentos da taxa de inscrição.
Os demais pagam um taxa de R$35,00.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Biocombustíveis

By HOMAGO   Postado em  06:34   Terceirão Nenhum comentário


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